Caros amigos eleitores,
Mais um horário eleitoral está aí, e mais uma vez o mesmo já vem emprenhando nossos ouvidos com bla-bla-blás e nhe-nhe-nhéns. É exatamente como se estivéssemos ouvindo os programas políticos de quatro anos, de oito ou doze anos atrás. Prometem, prometem, metem, têm os mesmos falsos argumentos de que se neles votarmos o nosso Brasil se livrará da corrupção que leva uma percentagem enorme das verbas, que deveriam garantir um aumento mais digno pros velhinhos do INSS, que poderiam gerar mais investimentos na área da educação, esportes etc., que deveriam nos livrar da bandidagem que nos cerceia para, pelo menos, dar uma trégua à violência que nos assola e nos mantém reféns em nossas próprias casas. Isso pra não falar da saúde pública que continua igualzinha, não obstante todas as promessas. Está aí o espetáculo do crescimento: o crescimentos de todos os nossos males e mazelas públicas e sociais que nos afetam direta ou indiretamente.
Outro dia assitimos consternados ao assassinato brutal e gratuito de um turista português em plena luz do dia na ainda encantadora Copacabana. Aí vem a polícia e diz com ar solene: Concluímos que precisamos de mais policiamento naquela área. Quantos turistas e filhos da nossa pátria amada ainda teremos que perder para que aqui não se mate três vezes mais que em qualquer guerra que esteja em curso no mundo ? Quantos outros filhos perderemos para as drogas até que ela seja dizimada, para não dizer banida já que é impossível, do nosso solo de mãe gentil. Quantos pais e avós ainda teremos que ver morrer nas macas enferrujadas nos corredores dos hospitais? E o programa contra Aids que até pouco tempo atrás servia de referência para outros países? A novela das oito está mostrando campos de refugiados portadores desse vírus na África enquanto o Hospital Gafré-Guinle aqui no bairro do Maracanã agoniza sem remédios. E além de tudo ainda temos que escutar promessas, promessas e mais promessas que sabemos vãs. Eles só não dizem que o maior objetivo deles é lhes garantir o posto de deputado, senador, vereador ou presidente para com isso, deitar e rolar nas mordomias, comer caviar, beber o melhor champagne, desfilar em carros luxuosos, cair na piscina de suas mansões e viajar de norte a sul do país ou do mundo, o Lula que o diga, cuidando primeiramente mais e mais de seus interesses. Se ainda sobrar algum, aí sim, vamos investir no povo de modo paternalista, de modo assistencialista, de modo que isso lhes garanta mais votos para a próxima eleição.
Socorro!!! Quem pensar diferente que me acuda enviando-me uma mensagem. Sinto-me perdido sem saber em quem acreditar, para quem dar o meu voto. Mas, por favor, defenda sua opinião, se for capaz.
Que Deus nos proteja.
Herbert
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